Brian ou Brenda | Foto: Heloisa Bortz
Brian ou Brenda | Foto: Heloisa Bortz

Caso que ganhou notoriedade no final da década de 1990, a história do jovem rapaz canadense David Reimer chamou a atenção do dramaturgo paulistano Franz Keppler que, inspirado na história do rapaz que, aos 08 meses de idade teve o pênis acidentalmente cauterizado por uma circuncisão, foi, por influência do psicólogo norte americano John Money, obrigado a viver como uma menina até os 15 anos de idade.

Escrito em 2015, o texto Brian ou Brenda ganhará os palcos palistanos neste ano de 2019, em encenação assinada pelos diretores Yara de Novaes e Carlos Gradim. Na obra, Kepler se baseou na história de Reimer para criar a história dos gêmeos Brian e Bruce que, também aos 08 meses, são submetidos a uma operação de fimose.

Com o pênis do jovem Brian destruído por um erro médico, os pais procuram pelo célebre médico e sexólogo John Money, que aconselha os pais a realizarem uma operação de resignação sexual no filho que, a partir de então, passa a ser chamado de Brenda, uma garota que cresce infeliz e que, na adolescência, tenta se matar.

A obra mescla fatos reais e ficcionais para narrar a trajetória da jovem Brenda, que passou a vida sendo educada como uma garota, sem jamais se reconhecer com o gênero imposto por seus pais. Kepler usa deste acontecimento, corriqueiramente utilizado por religiosos e fundamentalistas para combater a identidade de gênero, para levantar discussões acerca de escolhas, desejos e identidade.

Brian ou Brenda cumpre temporada de 27 de setembro a 20 de outubro na Sala Jardel Filho do Centro Cultural São Paulo, na Vergueiro. O elenco é composto por Augusto Madeira, Daniel Tavares, Giovanni Venturini, Jimmy Wong, Kay Sara, Lavínia Pannunzio, Marcella Maia e Paulo Campos.

Com ingressos gratuitos, o espetáculo fica em cartaz de sexta-feira a domingo, com sessões às 21h (sextas e sábados) e às 20h (domingos). A produção é uma parceria entre a Rieser Produções Artísticas, a Diaferia Produções e a Da Latta Cultura.