Auto de João da Cruz | Foto: Rodrigo Menezes
Auto de João da Cruz | Foto: Rodrigo Menezes

Pouco antes de se debruçar sobre aquela que se tornaria sua obra mais famosa e lucrativa, O Auto da Compadecida, o escritor, romancista, ensaísta e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna (1927 – 2014) já trabalhava naquele que considerava ser seu trabalho mais importante e ambicioso, O Auto de João da Cruz, adaptação do trágico poema Fausto (1829), do alemão Goethe, e do cordel A História do Estudante que Vendeu a Alma ao Diabo.

Na obra, João, inconformado com a miséria e o abandono em que vive, busca respostas e acaba fazendo um pacto com duas figuras que conseguem absorver sua humanidade e alma. O espetáculo recebeu uma única montagem, em 1958, por um grupo amador, no Recife.

A segunda montagem, e primeira profissional, acontece a partir do dia 16 de janeiro, quinta-feira, no Teatro Firjan Sesi, no Centro do Rio de Janeiro. Sob a produção da Cia. OmondÉ, O Auto de João da Cruz marca a comemoração da primeira década de trajetória da companhia carioca, e também a parceria da diretora Inez Vianna com Suassuna que rendeu obras como o documentário Cavalgada à Pedra do Reino, narrado pelo dramaturgo e o primeiro Festival Ariano Suassuna no Rio de Janeiro (2001), entre outros.

O texto de O Auto de João da Cruz foi mantido engavetado até 2017, quando seu acervo foi divulgado em comemoração aos 90 anos de idade que completaria se não tivesse saído de cena em 2014, vítima de um AVC.

Com elenco formado por André Senna, Elisa Barbosa, Iano Salomão, Júnior Dantas, Leonardo Bricio, Luis Antonio Fortes, Tati Lima e Zé Wendell, o espetáculo cumpre sessões de quinta-feira a domingo, às 19h (quinta a sábado) e às 18h (domingo). Os ingressos custam de R$ 20,00 (meia) a R$ 40,00 (inteira).