Roberto Alvim | Foto: Lenise Pinheiro
Roberto Alvim | Foto: Lenise Pinheiro

Promovendo uma espécie de “caça as bruxas” desde que assumiu o Centro de Artes Cênicas da FUNARTE, o diretor Roberto Alvim já foi acusado de censurar uma encenação, além de ter demitido a Coordenadora da Funarte SP, Maria Ester Moreira por não compactuar com a suspensão da encenação do espetáculo do grupo A Motosserra Perfumada. A simpatia de Alvim com a censura tem gerado frutos com o público que o apoia.

No perfil do diretor no Facebook, apoiadores têm realizado “denúncias” do que acreditam ser peças “subversivas”. Um dos espetáculos denunciados é O Padeiro de Santaria das Promessas, da Cia. Lugar de Ser Qualquer, da cidade de Araçatuba, interior do Estado de São Paulo.

De acordo com o comentário postado pelo internauta Jonatas Buday, a peça “começou com um tema sombrio e escatológico e em seguida partiu pra um pseudo enredo (pois afinal não tinha enredo algum) onde não se passavam [SIC] 1min sem atacar eleitores do Bolsonaro”. O comentário diz ainda que “chamaram-nos de nazista [SIC] e muito mais!!”

A atriz e dramaturga Bárbara Teodosio, autora do espetáculo, falou com exclusividade a reportagem sobre o ocorrido, e caracteriza a crítica do rapaz como “equivocada”. “Os 10 minutos iniciais da peça é a Renata vestia de índia, e nós passamos vestidos e políticos limpando a maquiagem indígena dela, então é uma referência a essas cidades que foram construídas em cima de tribos indígenas”, explica.

“Em nenhum momento chamamos alguém de nazista. Temos estudo, referencial, tem projeto, tem apoio, não tem nada sobre Bolsonaro, ele não era nem presidente. Em nenhum momento ofendemos o público ou a imagem de uma pessoa”, finaliza a autora. Tanto Roberto Alvim quanto Jonatas Buday não responderam aos pedidos de entrevista, mas a reportagem apurou que, após o pedido, o internauta excluiu o comentário no post do diretor. Para acessar a peça e lê-la na íntegra, basta clicar aqui. Abaixo, imagens com o conteúdo do comentário de Jonatas.