Chitãozinho e Xororó | Foto: Divulgação
Chitãozinho e Xororó | Foto: Divulgação

Em meados dos anos 2000, os irmãos José Lima Sobrinho e Durval Lima pretendiam contar, em filme, a história de vida que culminaram na formação da mais importante e revolucionária dupla sertaneja da segunda metade do século XX, Chitãozinho & Xororó.

À procura de um diretor e uma produtora que topassem a empreitada, a dupla levou em torno de cinco anos idealizando a produção até se depararem com o lançamento de Dois Filhos de Francisco, filme de Breno Silveira que se impôs como um dos maiores blockbusters do cinema nacional daquela década.

A entrada em cena do filme sobre a dupla Zezé Di Camargo & Luciano frustrou os planos da dupla pioneira do sertanejo pop, que seguiu com um filme ainda hoje inédito e com o desejo de produzir um produto para além dos registros fotográficos, iniciados ainda em 1970 com a edição de Chitãozinho & Xororó, álbum puxado nas rádios pelo sucesso massivo de Galopeira, de Mauricio Cardozo Ocampo.

Escrito por Ana Toledo e encenado em 2015, o musical Nuvem de Lágrimas, baseado no repertório dos irmãos, deu um novo gás ao desejo da dupla de ver sua história contada através de outras mídias, e surgiu então o desejo e os planos de um musical baseado em suas vidas.

Diferente do que acontecera no passado, a encenação de Dois Filhos de Francisco, musical baseado no filme homônimo, e lançado em 2017, apenas aqueceu o mercado do teatro musical, que flertou com a música sertaneja em encenações como Bem Sertanejo (2017), baseado em clássicos do gênero, e estrelado por Michel Teló, e Isto que é Amor (2019), montado sob o repertório do astro-pop do sertanejo moderno, Luan Santana.

A ideia de um musical biográfico de Chitãozinho & Xororó segue embrionário, mas, com a comemoração dos 50 anos de carreira da dupla, celebrados neste ano de 2020, e com a edição de livro, um CD e show inéditos, que deve gerar ainda um DVD, a ideia de um musical parece já aquecida e mais próxima. Quem viver…